Observatório Nacional
O diagnóstico radiográfico da infraestrutura de Cuidados Paliativos avaliando a capacidade de suporte avançado nos hospitais do Brasil.
O Cenário da Assistência (2023)
A mais importante ferramenta de avaliação da precariedade alarmante das equipes e monitoramento dos serviços no Brasil.
O Observatório Nacional visa potencializar o diagnóstico real e monitorar a evolução gradual dos serviços instalados no Brasil. Abaixo descrevemos os gargalos emergenciais sobre como esses pacientes estão sendo atendidos — e apontar onde a nova Política Nacional deve injetar recursos prioritários.
O Desafio do Financiamento
- 43,2% dos serviços são classificados como Filantrópicos no SUS.
- 28,5% são de financiamento Público Federal.
- 18,6% são financiamentos Públicos Municipais.
- 16,3% são financiamentos Públicos Estaduais.
Oferta de Atendimento
- Unidade de Longa Permanência e leitos próprios (19,6% cada).
- Acompanhamento Ambulatorial (18,9%).
- Serviço Domiciliar (13,4%) e Urgência Emergência (13,3%).
- Atenção Primária apenas (3,5%).
O Abismo da Capacitação
- Foram mapeados 4.412 trabalhadores ao todo.
- Impressionantes 69,5% (3.068 profissionais) atuam em Cuidados Paliativos sem qualquer capacitação formal estruturada.
- Apenas 30,5% confirmaram ter capacitação (Especialização, Residência ou Aperfeiçoamento).
Perfil Multiprofissional
- Médicos: (55,4%) e Enfermeiros: (30,1%).
- Fisioterapeutas: (4,2%).
- Psicólogos: (3,5%).
- Assistentes Sociais: (2,9%).
Desassistência Pediátrica
- 59,6% das equipes informaram que não atendem e não recebem pacientes pediátricos nessas equipes.
- Apenas 40,4% dos serviços confirmaram que possuem estrutura e recebem atendimento pediátrico.
Em Rumo ao Futuro
Identificamos os territórios falhos, a deficiência grave nas modalidades de leitos longos e apontamos as prioridades absolutas. A Política aprovada precisa agora de olhos abertos da sociedade para cobrar os gestores pelas ações locais em PICS, telemedicina e EMAD para levar o abraço terapêutico a cada periferia.